‘Não há nada mais bonito do que ser independente’

Ah! A independência. Como diria Sérgio Sampaio, em Sinceramente (1982): “Não há nada mais bonito do que ser independente”. A liberdade para escrever sempre foi perseguida pelos jornalistas. A história da imprensa teve em suas entranhas a figura do libertário. A liberdade, enfim, sempre foi o maior sonho destes profissionais.
A imprensa nanica, nos anos 60/70 cumpriu parte desta árdua tarefa, mas competiam na mesma esfera que os gigantes do mainstream. Porém com a popularização da internet, o apoderamento da utilização das ferramentas e possibilidades de utilização que esse novo meio possibilitou, a imprensa independente teve, pela primeira vez, frente para competir, até com certo grau na dianteira, contra a grande mídia.
Contudo, essa (re)volução só foi possível com outras movimentações sociais. Reflexo da geração Maio de 68, a internet é produto do idealismo e caráter libertário pregado pelo movimento. Nesse mote, outras demandas, que aparentemente não têm ligações, estão unidas na batalha contra o establishment: Software livre, Creative Commons, movimentos sociais… são ferramentas essências para o a busca da liberdade jornalística.
O exemplo da Ciranda.net tem gerado nos filhos.
O ciclo de debates, O Comum, é um deles. Realizado em cinco capitais, o evento tentou discutir outra realidade possível. Elevar a cultura como o epicentro da “mundialização” econômica.
O projeto embrionário 100canais visa revolucionar a forma de fazer jornalismo cultural.

Mas, afinal, qual o fio condutor que une tais projetos? A busca da liberdade, de uma nova ordem, do novo… ah! o novo! a velha busca humana de experimentar o novo mundo novo.

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